02 agosto 2009
25 julho 2009
O meu reino por um cavalo
O filósofo louco Friedrich Nietzsche sonhava com uma sociedade humana organizada à semelhança do corpo humano. Nessa organização o Estado seria o Cérebro. O filósofo estava fascinado com os trabalhos de Charles Darwin, na altura ainda recentes.
De facto é espantosa a harmonia no funcionamento dos seres vivos: cada Órgão contribui para o Todo na medida exacta de que esse Todo necessita, não obstante ser ele próprio (o órgão) constituído por indivíduos (as células) que nascem, alimentam-se, reproduzem-se e morrem, obedecendo a um plano que hoje sabemos estar inscrito e amplamente divulgado por todos os indivíduos (as células), os quais indivíduos conhecem bem as leis que os regem (o ADN), como se de um Estado de Direito se tratasse.
Mais espantado teria ficado Nietzsche, e mais convencido da excelência do modelo, se soubesse, no tempo dele, que é possível a dois homens permutar os corações, ou os rins. Isso significa que os órgãos têm identidade própria, isto é, não dependem do Eu do indivíduo aonde se desenvolveram, significa que são autónomos.
Penso que a 2ª mundial foi a guerra Nietzsche / Darwin. Dela emergiu uma ideia que se impôs nos espíritos da maioria dos ocidentais de que a Democracia era a via certa para encontrar o modelo de sociedade justa (o Socialismo Soviético foi a exacerbação dessa ideia). Por isso, cada vez que os ocidentais são informados de que existe um “cérebro” escondido que pode vir a condicionar os seus destinos, reagem negativamente, ressuscitando o fantasma de Nietzsche.
Mas estão enganados. A saída do anonimato do grupo de Bilderberg, nos tempos que correm de globalização, e a admissão nesse grupo de personagens que outrora nem sonhavam que o grupo existia, só provam a fraqueza e a fragilidade que atingiram os Capitalistas Ocidentais. Para mim, essa saída do anonimato é um toque a reunir do rei desesperado no meio de uma batalha que está a perder, tentando recrutar adeptos à “Causa Ocidental” num mundo de personagens ocidentais que se vendem por “três dinheiros”, em dólares, patacas ou dinares.
“O meu reino por um cavalo!”
O filósofo louco Friedrich Nietzsche sonhava com uma sociedade humana organizada à semelhança do corpo humano. Nessa organização o Estado seria o Cérebro. O filósofo estava fascinado com os trabalhos de Charles Darwin, na altura ainda recentes.
De facto é espantosa a harmonia no funcionamento dos seres vivos: cada Órgão contribui para o Todo na medida exacta de que esse Todo necessita, não obstante ser ele próprio (o órgão) constituído por indivíduos (as células) que nascem, alimentam-se, reproduzem-se e morrem, obedecendo a um plano que hoje sabemos estar inscrito e amplamente divulgado por todos os indivíduos (as células), os quais indivíduos conhecem bem as leis que os regem (o ADN), como se de um Estado de Direito se tratasse.
Mais espantado teria ficado Nietzsche, e mais convencido da excelência do modelo, se soubesse, no tempo dele, que é possível a dois homens permutar os corações, ou os rins. Isso significa que os órgãos têm identidade própria, isto é, não dependem do Eu do indivíduo aonde se desenvolveram, significa que são autónomos.
Penso que a 2ª mundial foi a guerra Nietzsche / Darwin. Dela emergiu uma ideia que se impôs nos espíritos da maioria dos ocidentais de que a Democracia era a via certa para encontrar o modelo de sociedade justa (o Socialismo Soviético foi a exacerbação dessa ideia). Por isso, cada vez que os ocidentais são informados de que existe um “cérebro” escondido que pode vir a condicionar os seus destinos, reagem negativamente, ressuscitando o fantasma de Nietzsche.
Mas estão enganados. A saída do anonimato do grupo de Bilderberg, nos tempos que correm de globalização, e a admissão nesse grupo de personagens que outrora nem sonhavam que o grupo existia, só provam a fraqueza e a fragilidade que atingiram os Capitalistas Ocidentais. Para mim, essa saída do anonimato é um toque a reunir do rei desesperado no meio de uma batalha que está a perder, tentando recrutar adeptos à “Causa Ocidental” num mundo de personagens ocidentais que se vendem por “três dinheiros”, em dólares, patacas ou dinares.
“O meu reino por um cavalo!”
11 julho 2009
Próstata
Operação com recurso a robots. É preciso coragem para ver até ao fim. Parece ficção científica!
Operação com recurso a robots. É preciso coragem para ver até ao fim. Parece ficção científica!
09 julho 2009
Vapor Social
O povo português só parte para a defesa dos seus interesses quando tem MUITA FOME. É assim desde D. Afonso Henriques. A principal causa das descobertas foi a fome (e não as especiarias orientais), e foi ela, a fome, que esteve na origem da restauração da soberania depois dos Filipes. Alguém se sentiria motivado a combater os brutos dos mouros, ou a embarcar nas caravelas do Gama com todas as incertezas e doenças que lá moravam se não estivesse cheio de fome?
Por isso é necessário implementar o Estado Social, para que a pressão do “vapor social” (a fome) não aumente para além dos valores que fazem a malta revoltar-se e defender decididamente os seus interesses. É por isso que o Estado Social é hoje um objectivo do Capital.
O PSD ainda não viu isto. Não tem competência para governar.
O povo português só parte para a defesa dos seus interesses quando tem MUITA FOME. É assim desde D. Afonso Henriques. A principal causa das descobertas foi a fome (e não as especiarias orientais), e foi ela, a fome, que esteve na origem da restauração da soberania depois dos Filipes. Alguém se sentiria motivado a combater os brutos dos mouros, ou a embarcar nas caravelas do Gama com todas as incertezas e doenças que lá moravam se não estivesse cheio de fome?
Por isso é necessário implementar o Estado Social, para que a pressão do “vapor social” (a fome) não aumente para além dos valores que fazem a malta revoltar-se e defender decididamente os seus interesses. É por isso que o Estado Social é hoje um objectivo do Capital.
O PSD ainda não viu isto. Não tem competência para governar.
07 julho 2009
O estado da Nação
Portugal está hipotecado a entidades estrangeiras. As casas, os carros, as estradas e os hospitais não nos pertencem. Quando isto acontece, os credores sentem-se no direito de nomear alguém para o governo da Nação que lhes garanta que esses créditos não se transformam em mal-parados. Foram eles, os credores, que puseram cá o Sócras e sua equipa. Não batam mais no coitado! A seguir dele virá outro Capataz que será igual ou pior, que continuará a fazer aquilo que for necessário ao pagamento do Capital em dívida. O PSD actual, nem para ser Capataz tem competência. No tempo de M. Soares era o FMI quem mandava. Nesse tempo tornou-se muito claro que a única solução era apertar o cinto. Infelizmente hoje estamos na mesma, mas ninguém ousa dizê-lo.
Portugal está hipotecado a entidades estrangeiras. As casas, os carros, as estradas e os hospitais não nos pertencem. Quando isto acontece, os credores sentem-se no direito de nomear alguém para o governo da Nação que lhes garanta que esses créditos não se transformam em mal-parados. Foram eles, os credores, que puseram cá o Sócras e sua equipa. Não batam mais no coitado! A seguir dele virá outro Capataz que será igual ou pior, que continuará a fazer aquilo que for necessário ao pagamento do Capital em dívida. O PSD actual, nem para ser Capataz tem competência. No tempo de M. Soares era o FMI quem mandava. Nesse tempo tornou-se muito claro que a única solução era apertar o cinto. Infelizmente hoje estamos na mesma, mas ninguém ousa dizê-lo.
30 junho 2009
Desemprego
"O trabalhador por conta de outrem é o maior inimigo da economia". É a ideia que se tenta impingir à opinião pública desde há décadas. Pois sendo a produtividade a grande culpada da falta de competitividade da economia (portuguesa, europeia), quanto mais automatizadas estiverem a indústria e os serviços, melhor.
Esta lógica destruiu milhões de postos de trabalho nos últimos 20 anos, conduziu à utilização maciça de autómatos programáveis e robots na indústria, caixas automáticas nos bancos e nos transportes, e na Internet foram transferidas para o utilizador muitas tarefas que eram executadas por pessoas que faziam isso, mas no seu emprego. Em duas Repartições de Finanças que visitei ultimamente, mais de metade das secretárias não tinham ninguém lá sentado. Reparando melhor percebe-se que o mesmo funcionário anda de secretária em secretário fazendo o trabalho que era de vários há uns anos.
Só não chegámos mais cedo à actual situação de desemprego porque entretanto foram aparecendo actividades não produtivas que absorveram a população que se destinava aos postos de trabalho suprimidos, e porque a tendência demográfica é para a diminuição da população activa e para o envelhecimento.
Porém o prato da balança na guerra produtividade / emprego pendeu definitivamente para o lado da produtividade, da tecnologia. Se não quisermos que as pessoas morram à fome por falta de emprego temos que recorrer à política do subsídio. Em breve teremos um exército de pobres a viver de subsídios e meia dúzia de iluminados a carregar em botões (de autómatos ou de teclados de PCs).
É a minha visão do futuro.
"O trabalhador por conta de outrem é o maior inimigo da economia". É a ideia que se tenta impingir à opinião pública desde há décadas. Pois sendo a produtividade a grande culpada da falta de competitividade da economia (portuguesa, europeia), quanto mais automatizadas estiverem a indústria e os serviços, melhor.
Esta lógica destruiu milhões de postos de trabalho nos últimos 20 anos, conduziu à utilização maciça de autómatos programáveis e robots na indústria, caixas automáticas nos bancos e nos transportes, e na Internet foram transferidas para o utilizador muitas tarefas que eram executadas por pessoas que faziam isso, mas no seu emprego. Em duas Repartições de Finanças que visitei ultimamente, mais de metade das secretárias não tinham ninguém lá sentado. Reparando melhor percebe-se que o mesmo funcionário anda de secretária em secretário fazendo o trabalho que era de vários há uns anos.
Só não chegámos mais cedo à actual situação de desemprego porque entretanto foram aparecendo actividades não produtivas que absorveram a população que se destinava aos postos de trabalho suprimidos, e porque a tendência demográfica é para a diminuição da população activa e para o envelhecimento.
Porém o prato da balança na guerra produtividade / emprego pendeu definitivamente para o lado da produtividade, da tecnologia. Se não quisermos que as pessoas morram à fome por falta de emprego temos que recorrer à política do subsídio. Em breve teremos um exército de pobres a viver de subsídios e meia dúzia de iluminados a carregar em botões (de autómatos ou de teclados de PCs).
É a minha visão do futuro.
14 junho 2009
No Futuro
Tudo do futuro são sonhos.
O real só existe no passado,
no que aconteceu realmente.
Sei que é assim, e estou cansado.
Só promete o futuro quem mente…
Enganam-me os teus olhos risonhos.
Teus feitiços oblongos de serpente.
Prometem pr´ amanhã o que eu quero agora,
que é beijar teus lábios como um demente.
Ou então fico aqui, não me vou embora…
Tudo do futuro são sonhos.
O real só existe no passado,
no que aconteceu realmente.
Sei que é assim, e estou cansado.
Só promete o futuro quem mente…
Enganam-me os teus olhos risonhos.
Teus feitiços oblongos de serpente.
Prometem pr´ amanhã o que eu quero agora,
que é beijar teus lábios como um demente.
Ou então fico aqui, não me vou embora…
08 junho 2009
Eleições 2009
Estava previsto: A temperatura subiu no PS e a malta de esquerda votou BE. Quando arrefecer volta tudo à casa-mãe.
Estava previsto: O PS meteu o socialismo na gaveta e arrumou a casa para que o PSD tenha a possibilidade de a vir desarrumar. Desta vez, porém, não me parece que haja viabilidade para nova “democracia de sucesso”. Faltam uns milhões caídos do Céu por não terem unhas!
Estava previsto: Bush mandou por Socras, Obama mandou tirar, com a ajuda de Mário Soares!
Eu, por mim, vou acender o fogareiro ali no quintal. Vou comer umas sardinhas à maneira, encima do pão, com salada de tomates e pimentos, e vinhaça de Borba. Tudo está no seu lugar, graças a Deus!
Estava previsto: A temperatura subiu no PS e a malta de esquerda votou BE. Quando arrefecer volta tudo à casa-mãe.
Estava previsto: O PS meteu o socialismo na gaveta e arrumou a casa para que o PSD tenha a possibilidade de a vir desarrumar. Desta vez, porém, não me parece que haja viabilidade para nova “democracia de sucesso”. Faltam uns milhões caídos do Céu por não terem unhas!
Estava previsto: Bush mandou por Socras, Obama mandou tirar, com a ajuda de Mário Soares!
Eu, por mim, vou acender o fogareiro ali no quintal. Vou comer umas sardinhas à maneira, encima do pão, com salada de tomates e pimentos, e vinhaça de Borba. Tudo está no seu lugar, graças a Deus!
04 junho 2009
Não Há Crise
A crise foi provocada, portanto nunca existiu. O Sistema Bancário Mundial encerrou um ciclo para fazer mais-valias e, como sempre, quem se lixa é o mexilhão. O futuro vai ser igual ao passado recente, a menos que se acabem com as regras de gestão do mercado de capitais que favorecem a concentração do Capital em grandes conglomerados como tem acontecido desde a 1ª Guerra mundial (Holdings grandes pequenas e médias, Holdings de holdings) tudo a especular para controlar as economias e através delas a soberania dos países. Quem tem poder para mudar este “status” é quem mais beneficia dele, é de esperar que se aplique aqui também a regra de Maquiavel “Quem parte e reparte e não guarda para si a melhor parte, ou é parvo ou não sabe da arte (de repartir)”. Isto é, só podemos esperar que mude algo para-inglês-ver, isto é, para que tudo fique na mesma.
A crise foi provocada, portanto nunca existiu. O Sistema Bancário Mundial encerrou um ciclo para fazer mais-valias e, como sempre, quem se lixa é o mexilhão. O futuro vai ser igual ao passado recente, a menos que se acabem com as regras de gestão do mercado de capitais que favorecem a concentração do Capital em grandes conglomerados como tem acontecido desde a 1ª Guerra mundial (Holdings grandes pequenas e médias, Holdings de holdings) tudo a especular para controlar as economias e através delas a soberania dos países. Quem tem poder para mudar este “status” é quem mais beneficia dele, é de esperar que se aplique aqui também a regra de Maquiavel “Quem parte e reparte e não guarda para si a melhor parte, ou é parvo ou não sabe da arte (de repartir)”. Isto é, só podemos esperar que mude algo para-inglês-ver, isto é, para que tudo fique na mesma.
05 maio 2009
Nós, os animais, somos máquinas de evitar problemas. Quanto mais informação temos sobre o mundo que nos rodeia maior é a lista de coisas que consideramos ter de evitar para nos darmos bem (para sobrevivermos). Por isso quanto mais sabemos menos arriscamos, mais condicionados estamos.
Quando o homem chegou às ilhas Galápagos apanhava os pássaros à mão, eles não fugiam, pois não sabiam que o homem era um terrível predador. Essas aves eram mais livres do que as outras que não ousam voar nem ousam pousar num raio de 100 metros de distância dos homens. Outra ilação que se tira é que quanto mais livres mais vulneráveis!...
Quando o homem chegou às ilhas Galápagos apanhava os pássaros à mão, eles não fugiam, pois não sabiam que o homem era um terrível predador. Essas aves eram mais livres do que as outras que não ousam voar nem ousam pousar num raio de 100 metros de distância dos homens. Outra ilação que se tira é que quanto mais livres mais vulneráveis!...
02 maio 2009
Magalhães
Mao Tse Tung não teria sobrevivido politicamente se não tivesse criado (ou encorajado a que nascesse) o Bando dos Quatro.
É tão mau não ter oposição como tê-la demais! É do primeiro mal que se queixa o PS. Eu sugeria que o PS dispensasse uns quantos boys (bastavam 4) para irem militar na oposição e assim elevar o nível do debate. Com este nível não vamos a lado nenhum!
Não me parece, no entanto, que o problema surgido com a publicidade ao Magalhães esteja só na autorização dos pais para usar a imagem dos filhos. Tenho a certeza que se essa autorização tivesse sido pedida tinha sido concedida (alguns pais até pagavam para ver lá os seus filhinhos). O problema é que mesmo sem autorização ninguém tem o direito de usar imagens recolhidas num contexto diferente da publicidade, para fazer publicidade. É uma artimanha ardilosa.
Mao Tse Tung não teria sobrevivido politicamente se não tivesse criado (ou encorajado a que nascesse) o Bando dos Quatro.
É tão mau não ter oposição como tê-la demais! É do primeiro mal que se queixa o PS. Eu sugeria que o PS dispensasse uns quantos boys (bastavam 4) para irem militar na oposição e assim elevar o nível do debate. Com este nível não vamos a lado nenhum!
Não me parece, no entanto, que o problema surgido com a publicidade ao Magalhães esteja só na autorização dos pais para usar a imagem dos filhos. Tenho a certeza que se essa autorização tivesse sido pedida tinha sido concedida (alguns pais até pagavam para ver lá os seus filhinhos). O problema é que mesmo sem autorização ninguém tem o direito de usar imagens recolhidas num contexto diferente da publicidade, para fazer publicidade. É uma artimanha ardilosa.
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Magalhães
29 abril 2009
Eu queria ser católico pra rogar a Nossa Senhora
Que me acuda nesta hora
Minha vida está pr’um fio, falta-me o ar.
Minha carne está revolta, não consigo respirar.
Ardo em febre, ai de mim que vou ao fundo,
já me sinto a chegar a outro mundo.
Roga por mim, Mãe Santa dos aflitos,
ao criador que sempre ouviu meus ais e gritos.
Que eu sinta a brandura de teu amplexo, de teu amor.
Acalma meu ser, alivia minha dor…
Mas não sou católico, me lembro agora…
só posso valer-me da razão,
e imploro à minha carne, a meu sangue, sem demora
que sigam as leis da criação
Hé células, aminoácidos, membranas, cartilagens!
Não vos deixeis derrotar, expulsai venenos, micróbios inimigos!
Lembrai-vos dos ensinamentos herdados, de vossos códigos antigos
Vamos viver, não vamos morrer nestas paragens…
Que me acuda nesta hora
Minha vida está pr’um fio, falta-me o ar.
Minha carne está revolta, não consigo respirar.
Ardo em febre, ai de mim que vou ao fundo,
já me sinto a chegar a outro mundo.
Roga por mim, Mãe Santa dos aflitos,
ao criador que sempre ouviu meus ais e gritos.
Que eu sinta a brandura de teu amplexo, de teu amor.
Acalma meu ser, alivia minha dor…
Mas não sou católico, me lembro agora…
só posso valer-me da razão,
e imploro à minha carne, a meu sangue, sem demora
que sigam as leis da criação
Hé células, aminoácidos, membranas, cartilagens!
Não vos deixeis derrotar, expulsai venenos, micróbios inimigos!
Lembrai-vos dos ensinamentos herdados, de vossos códigos antigos
Vamos viver, não vamos morrer nestas paragens…
26 março 2009
19 abril 2008
Se for genuína, lamento a melancolia que impregna a sua crónica de 19.04.08.
Ela fez-me lembrar, por simetria:
“Eh, marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!…
Homens que dormem em beliches rudes…
Gente de boné de pala! gente de camisola de malha!…
Quero ir convosco, quero ir, convosco…”
Nem mais, a Ode Marítima!
Nela o Poeta exalta a luta pela sobrevivência, conhecedor que já era em 1915 de que afinal os homens são só bichos a tentar sobreviver, como os outros bichos.
Você, Joel Neto, confessa-se comovido e melancólico (isto é, paralisado) perante as formas de que se reveste essa luta (10 euros de gasolina, velho à procura do caminho para casa, operários que deixaram de ir a casa no Natal).
Essa melancolia atinge-nos a todos quando, ao virar da esquina, tomamos consciência da nossa fragilidade, da nossa precariedade.
Nesses momentos temos saudades do tempo em que estávamos dentro do ventre da nossa mãe, aonde tudo nos era dado e nada nos era pedido em troca.
Nesses momentos choca-nos constatar a realidade de termos que lutar para sobreviver, como era antigamente na Selva, com a agravante de hoje a selva ser de betão e asfalto, e os nossos predadores já não serem tigres, leões ou cobras venenosas, mas sim bichos muito mais perigosos e sofisticados; serem os próprios homens!
Mas como dizem os gurus da Gestão:
“devemos encarar as adversidades como desafios para vencer e nunca como um caminho para a derrota”, nem que para isso, digo eu, tenhamos que tomar antes um cálice de absinto (como fazia o Poeta) ou meio comprimido Prozac (como se faz nos tempos modernos).
Ela fez-me lembrar, por simetria:
“Eh, marinheiros, gajeiros! eh tripulantes, pilotos!…
Homens que dormem em beliches rudes…
Gente de boné de pala! gente de camisola de malha!…
Quero ir convosco, quero ir, convosco…”
Nem mais, a Ode Marítima!
Nela o Poeta exalta a luta pela sobrevivência, conhecedor que já era em 1915 de que afinal os homens são só bichos a tentar sobreviver, como os outros bichos.
Você, Joel Neto, confessa-se comovido e melancólico (isto é, paralisado) perante as formas de que se reveste essa luta (10 euros de gasolina, velho à procura do caminho para casa, operários que deixaram de ir a casa no Natal).
Essa melancolia atinge-nos a todos quando, ao virar da esquina, tomamos consciência da nossa fragilidade, da nossa precariedade.
Nesses momentos temos saudades do tempo em que estávamos dentro do ventre da nossa mãe, aonde tudo nos era dado e nada nos era pedido em troca.
Nesses momentos choca-nos constatar a realidade de termos que lutar para sobreviver, como era antigamente na Selva, com a agravante de hoje a selva ser de betão e asfalto, e os nossos predadores já não serem tigres, leões ou cobras venenosas, mas sim bichos muito mais perigosos e sofisticados; serem os próprios homens!
Mas como dizem os gurus da Gestão:
“devemos encarar as adversidades como desafios para vencer e nunca como um caminho para a derrota”, nem que para isso, digo eu, tenhamos que tomar antes um cálice de absinto (como fazia o Poeta) ou meio comprimido Prozac (como se faz nos tempos modernos).
O Novo Testamento é tão somente um conjunto de conselhos destinados a explicar aos homens uma forma inovadora e vantajosa de jogar o jogo "Dilema do prisioneiro".
Todos os seres vivos que de alguma forma trocam informação entre si, jogam constantemente este jogo. Os seres mais inteligentes aprenderam, com a prática, que a estratégia mais segura para actuar neste jogo é a de "trair sempre", pois os ganhos assim obtidos podem ser poucos mas nunca se corre o risco de tudo perder. (algumas vezes esta estratégia revela-se altamente lucrativa).
Porém, na convivência dos homens em sociedade, esta estratégia não é a melhor, pois constata-se que "fazer o bem sem olhar a quem" é, no longo prazo, mais lucrativo que o clássico "olho por olho, dente por dente".
Está provado cientificamente que o egoísmo é a arma mais poderosa que todo o ser vivo dispõe na luta pela sobrevivência. Por isso é legítimo afirmar que a mensagem central do Novo Testamento pode ser hoje enunciada como: "O altruísmo é a forma mais inteligente de ser egoísta".
Os sábios que deram a redacção final aos evangelhos da Igreja Romana, no tempo do Imperador Constantino, tiveram a tarefa enorme de imaginar a forma de transmitir esta mensagem para ser assimilada por toda a gama de estados culturais dos crentes. Esse foi o grande desafio da Igreja, e o grande desafio dos papas que quiseram adaptar essa mensagem aos tempos em que viveram. A tarefa não foi fácil, como se sabe. Para Bento XVI também não está a ser.
Todos os seres vivos que de alguma forma trocam informação entre si, jogam constantemente este jogo. Os seres mais inteligentes aprenderam, com a prática, que a estratégia mais segura para actuar neste jogo é a de "trair sempre", pois os ganhos assim obtidos podem ser poucos mas nunca se corre o risco de tudo perder. (algumas vezes esta estratégia revela-se altamente lucrativa).
Porém, na convivência dos homens em sociedade, esta estratégia não é a melhor, pois constata-se que "fazer o bem sem olhar a quem" é, no longo prazo, mais lucrativo que o clássico "olho por olho, dente por dente".
Está provado cientificamente que o egoísmo é a arma mais poderosa que todo o ser vivo dispõe na luta pela sobrevivência. Por isso é legítimo afirmar que a mensagem central do Novo Testamento pode ser hoje enunciada como: "O altruísmo é a forma mais inteligente de ser egoísta".
Os sábios que deram a redacção final aos evangelhos da Igreja Romana, no tempo do Imperador Constantino, tiveram a tarefa enorme de imaginar a forma de transmitir esta mensagem para ser assimilada por toda a gama de estados culturais dos crentes. Esse foi o grande desafio da Igreja, e o grande desafio dos papas que quiseram adaptar essa mensagem aos tempos em que viveram. A tarefa não foi fácil, como se sabe. Para Bento XVI também não está a ser.
Há 20 anos, o Manolito, menino sérvio a viver na província do Kosovo, “chingava” o Tonico, menino albanês da sua turma. Chamava-lhe “albana”. Não sabia bem porque o fazia embora intimamente sentisse uma vaga ameaça por ter de conviver diariamente com tantos albaneses; os colegas da escola tinham todos 5 irmãos, ou mais, sem falar com “os que vinham a caminho”, bastava olhar para as mães deles, quase todas com grandes barrigas, esperando o fim das aulas, à porta da escola!
Que gente esquisita, dizia o Manolito; volta e meia atiram-se para o chão, virados para Meca. Nunca os vejo na missa!
Na turma do Manolito os miúdos eram todos brancos.
O racismo é uma reacção natural (porque determinada pela natureza biológica do ser). Tem a ver com a sensação de insegurança que sentimos quando temos que conviver com indivíduos que não partilham os nossos hábitos culturais e que concorrem connosco na disputa dos recursos disponíveis (alimentação, habitação, saúde, educação, etc.). É um sentimento de génese biológica que não ajuda à convivência pluricultural, sobretudo em territórios aonde os meios de sobrevivência atrás referidos são escassos.
Pregar contra o racismo, o ciúme, a inveja, etc, sem explicar como é que surgem e para que servem é como dizer ao menino que deve lavar as mãos antes de comer sem explicar porquê. Só dá para esquecer!
Que gente esquisita, dizia o Manolito; volta e meia atiram-se para o chão, virados para Meca. Nunca os vejo na missa!
Na turma do Manolito os miúdos eram todos brancos.
O racismo é uma reacção natural (porque determinada pela natureza biológica do ser). Tem a ver com a sensação de insegurança que sentimos quando temos que conviver com indivíduos que não partilham os nossos hábitos culturais e que concorrem connosco na disputa dos recursos disponíveis (alimentação, habitação, saúde, educação, etc.). É um sentimento de génese biológica que não ajuda à convivência pluricultural, sobretudo em territórios aonde os meios de sobrevivência atrás referidos são escassos.
Pregar contra o racismo, o ciúme, a inveja, etc, sem explicar como é que surgem e para que servem é como dizer ao menino que deve lavar as mãos antes de comer sem explicar porquê. Só dá para esquecer!
02 abril 2008
Dá-me o telemóvel
A professora esteve mal, pois deixou que o confronto físico se estabelecesse. Como responsável pela disciplina dentro daquela sala, devia ter ordenado à aluna que pusesse o telemóvel encima da secretária do prof. para aí ficar até ao fim da sala. Se a aluna recusasse dava-lhe ordem de expulsão da sala. Essa ordem é essencial para que volte a reinar a disciplina a seguir a uma dupla desobediência (não entregar o telemóvel e recusa de sair da sala).
O prof. perde a razão sempre chega ao contacto físico com o aluno que quer dominar. Pois o aluno pode dizer "não lhe admito que me toque", com razão! E perde a razão sempre que necessita de gritar para se fazer ouvir, pois isso é "não se dar ao respeito". Os jovens, mais que os adultos, farejam à distância as pessoas que não se dão ao respeito.
09 outubro 2007
"Por amor de deus" foi o seu último artigo que li, e terá sido por acaso, julgo, que não incluiu neste artigo a mais importante das invocações de Deus:
“Valha-me Deus!”.
No fundo, todas as que referiu estão contidas nesta, e não se trata de “invocação do santo nome de Deus em vão” pois Deus, “na sua bondade infinitamente grande” concedeu ao Homem o privilégio da vida (a probabilidade de um espermatozóide tomado ao acaso fecundar um óvulo é infinitamente pequena, como sabe) . O privilégio dizia eu, de viver no mundo aonde vigora a Lei (d’Ele).
Essa lei que foi escrupulosamente escondida nos tempos da Inquisição, mas que acabou por chegar ao conhecimento dos homens pelas bocas de Galileu, Newton, Darwin, Mme Curie, etc. etc. .
“Valha-me Deus!” é tão somente uma forma de exorcizar os maus desfechos possíveis da situação adversa que estamos a enfrentar quando invocamos a divina providência. Situação essa a que chegamos sempre na sequência de factos, todos eles condicionados pela inexorável regularidade e exactidão da Lei de Deus.
Quando um turista vai passar férias à Indonésia e se vê frente ao maremoto que avança na sua direcção, exclama “valha-me Deus!”. Que é como quem diz: “Já que a Lei da Deriva dos Continentes provocou um sismo e este uma onda gigante que se dirige na minha direcção, ó Deus!, faz com que a Tua lei que nos foi mostrada por Arquimedes se aplique agora ao meu corpo da forma mais favorável (para que não me afogue) e, quando eu for arrastado, faz com que a minha trajectória siga a tua Lei Normal das Probabilidades e que o meu caso se situe na borda do sino (forma do gráfico da Lei Normal) e do lado de gráfico mais favorável para mim. Isto é, faz com que eu “aterre” numa qualquer clareira enxuta, próximo do aeroporto aonde está o avião que me fará regressar a casa.”
Ter fé em Deus é crer sem haver nada que justifique essa crença. É acreditar que as coisas podem correr bem para o nosso lado, não obstante sabermos que, em média, isso não acontece (pois o mal existe). Por isso a fé, dizem os cristão, é um dom de Deus, ou seja, a capacidade construída pelo próprio quando tem tendência (genética ?) para isso.
Eu também não gosto de associações, clubes, igrejas. Mas gosto de religiões.
Uma coisa são os rituais de uma religião, criados por uma igreja (isto é um clube de pessoas), outra coisa são os ensinamentos dessa religião, o seu conteúdo cultural.
Os ensinamentos das religiões são sempre ditames dirigidos aos homens, que lhes ensinam o caminho para melhor sobreviverem em sociedade. Ensinam formas de superar a lógica do Dilema do Prisioneiro.
“Valha-me Deus!”.
No fundo, todas as que referiu estão contidas nesta, e não se trata de “invocação do santo nome de Deus em vão” pois Deus, “na sua bondade infinitamente grande” concedeu ao Homem o privilégio da vida (a probabilidade de um espermatozóide tomado ao acaso fecundar um óvulo é infinitamente pequena, como sabe) . O privilégio dizia eu, de viver no mundo aonde vigora a Lei (d’Ele).
Essa lei que foi escrupulosamente escondida nos tempos da Inquisição, mas que acabou por chegar ao conhecimento dos homens pelas bocas de Galileu, Newton, Darwin, Mme Curie, etc. etc. .
“Valha-me Deus!” é tão somente uma forma de exorcizar os maus desfechos possíveis da situação adversa que estamos a enfrentar quando invocamos a divina providência. Situação essa a que chegamos sempre na sequência de factos, todos eles condicionados pela inexorável regularidade e exactidão da Lei de Deus.
Quando um turista vai passar férias à Indonésia e se vê frente ao maremoto que avança na sua direcção, exclama “valha-me Deus!”. Que é como quem diz: “Já que a Lei da Deriva dos Continentes provocou um sismo e este uma onda gigante que se dirige na minha direcção, ó Deus!, faz com que a Tua lei que nos foi mostrada por Arquimedes se aplique agora ao meu corpo da forma mais favorável (para que não me afogue) e, quando eu for arrastado, faz com que a minha trajectória siga a tua Lei Normal das Probabilidades e que o meu caso se situe na borda do sino (forma do gráfico da Lei Normal) e do lado de gráfico mais favorável para mim. Isto é, faz com que eu “aterre” numa qualquer clareira enxuta, próximo do aeroporto aonde está o avião que me fará regressar a casa.”
Ter fé em Deus é crer sem haver nada que justifique essa crença. É acreditar que as coisas podem correr bem para o nosso lado, não obstante sabermos que, em média, isso não acontece (pois o mal existe). Por isso a fé, dizem os cristão, é um dom de Deus, ou seja, a capacidade construída pelo próprio quando tem tendência (genética ?) para isso.
Eu também não gosto de associações, clubes, igrejas. Mas gosto de religiões.
Uma coisa são os rituais de uma religião, criados por uma igreja (isto é um clube de pessoas), outra coisa são os ensinamentos dessa religião, o seu conteúdo cultural.
Os ensinamentos das religiões são sempre ditames dirigidos aos homens, que lhes ensinam o caminho para melhor sobreviverem em sociedade. Ensinam formas de superar a lógica do Dilema do Prisioneiro.
25 setembro 2007
Mais uma vez fiquei desapontado com a ligeireza demonstrada no seu artigo sobre a homo fobia, no DN de passado dia23/set..
Você confunde amor com sexo logo no primeiro parágrafo. É com esta falácia que se vão enganando os incautos, e quase ninguém desfaz o equívoco, tão grande já se tornou o loby gay.
Se a sua amiga A se apaixonou pela senhora B (ou menina ou “madura”) é porque deseja ter sexo com ela. Como nos heterossexuais.
A paixão amorosa, como explica o interessante artigo da National Geograthic de Fevereiro 2006, é um assunto exclusivamente relacionado com a procriação, portanto com sexo, gestação, criação dos filhos.
A paixão amorosa de um ser humano por outro do mesmo sexo é um engano, uma armadilha dos sentidos, que faz sentir a quem está apaixonado ser o outro o parceiro ideal para a reprodução. Esta afinidade não tem nada de racional. Tem origem num complexo código de sinais, cheiro, tacto, gestos, posturas, que atrai uma pessoa para outra do sexo oposto de uma forma semelhante ao conhecido mecanismo do cio nos animais. A paixão homossexual só acontece porque não está implementado o mecanismo do cio e porque há pouca diferenciação entre o corpo de homem e da mulher e a satisfação do impulso sexual de um indivíduo faz-se de uma forma satisfatória independentemente do sexo do parceiro com que se relaciona. É a lei da Carne. Nunca lhe conteceu sentir aquela perna gostosa encostada à sua, numa enchente do Metro, não pertencer à pessoa que esperava?
Os homofóbicos são pessoas intolerantes. Só pela intolerância são criticáveis. Mas estão certos quando avaliam negativamente a atitude demissionária de quem aceita viver no engano. Por não ter sabido relacionar-se com o sexo oposto, ou por facilitismo (é tão mais fácil a relação sexual com indivíduos do mesmo sexo!, é tão imediata a compreensão do corpo do outro!, é tão mais seguro evitar os filhos indesejados!, é tão protector fazer parte do clube!).
Para mim os homossexuais têm os mesmos direitos de toda a gente. Todas as relações sexuais são legítimas desde que não haja oprimidos, não haja violência. È o direito ao prazer que está em causa. Mas não tenham orgulho nisso, por favor!. Não se ponham aos beijinhos na boca no meio da rua! Tornam-se ridículos como aquele louco que pôs uma bola de bilhar dentro de uma gaiola e sentou-se à espera que ela cantasse!. Depois dizem que a sociedade não os compreende!
Você confunde amor com sexo logo no primeiro parágrafo. É com esta falácia que se vão enganando os incautos, e quase ninguém desfaz o equívoco, tão grande já se tornou o loby gay.
Se a sua amiga A se apaixonou pela senhora B (ou menina ou “madura”) é porque deseja ter sexo com ela. Como nos heterossexuais.
A paixão amorosa, como explica o interessante artigo da National Geograthic de Fevereiro 2006, é um assunto exclusivamente relacionado com a procriação, portanto com sexo, gestação, criação dos filhos.
A paixão amorosa de um ser humano por outro do mesmo sexo é um engano, uma armadilha dos sentidos, que faz sentir a quem está apaixonado ser o outro o parceiro ideal para a reprodução. Esta afinidade não tem nada de racional. Tem origem num complexo código de sinais, cheiro, tacto, gestos, posturas, que atrai uma pessoa para outra do sexo oposto de uma forma semelhante ao conhecido mecanismo do cio nos animais. A paixão homossexual só acontece porque não está implementado o mecanismo do cio e porque há pouca diferenciação entre o corpo de homem e da mulher e a satisfação do impulso sexual de um indivíduo faz-se de uma forma satisfatória independentemente do sexo do parceiro com que se relaciona. É a lei da Carne. Nunca lhe conteceu sentir aquela perna gostosa encostada à sua, numa enchente do Metro, não pertencer à pessoa que esperava?
Os homofóbicos são pessoas intolerantes. Só pela intolerância são criticáveis. Mas estão certos quando avaliam negativamente a atitude demissionária de quem aceita viver no engano. Por não ter sabido relacionar-se com o sexo oposto, ou por facilitismo (é tão mais fácil a relação sexual com indivíduos do mesmo sexo!, é tão imediata a compreensão do corpo do outro!, é tão mais seguro evitar os filhos indesejados!, é tão protector fazer parte do clube!).
Para mim os homossexuais têm os mesmos direitos de toda a gente. Todas as relações sexuais são legítimas desde que não haja oprimidos, não haja violência. È o direito ao prazer que está em causa. Mas não tenham orgulho nisso, por favor!. Não se ponham aos beijinhos na boca no meio da rua! Tornam-se ridículos como aquele louco que pôs uma bola de bilhar dentro de uma gaiola e sentou-se à espera que ela cantasse!. Depois dizem que a sociedade não os compreende!
01 junho 2007
Cada vez entendo menos disto dos blogs, agora não consigo comentar "post's" porque não reconhece a minha senha!
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